90% dos canais misóginos identificados no YouTube em 2024 seguem ativos, aponta estudo
- 20 de mar.
- 1 min de leitura
Desinformante - 20 de março de 2026

Nas últimas semanas, o termo “machosfera” ganhou notoriedade nas redes sociais devido a uma nova onda de casos de repercussão envolvendo crimes de misoginia, violência contra mulheres e o envolvimento de influenciadores do gênero “coach de masculinidade” nesses episódios. Mentorias, venda de cursos e outros produtos digitais voltados aos homens são uma das principais características desse movimento crescente, que tem como base o desprezo às mulheres e estímulo à insurgência masculina.
Lançado em dezembro de 2024, o relatório “Aprenda a Evitar ‘Esse Tipo’ de Mulher”: Estratégias Discursivas e Monetização da Misoginia no YouTube”, do NetLab UFRJ, ganha nova relevância em 2026, já que entre os 137 canais de YouTube que veiculavam conteúdo com discurso de ódio sobre as mulheres naquele ano, 123 deles seguem disponíveis na plataforma.
Os dados atualizados mostram não apenas a permanência desses conteúdos, mas também sua expansão. Em 2024, os canais somavam pouco mais de 19,5 milhões de inscritos. Em 2026, esse número ultrapassa os 23 milhões — um crescimento de cerca de 18,5%, com mais de 3,6 milhões de novos seguidores. A produção também se intensificou: são atualmente cerca de 130 mil vídeos publicados, 25 mil a mais do que no levantamento anterior.

