top of page

Debate sobre integridade da informação evidencia desafios na disputa pela verdade

  • 21 de mai.
  • 1 min de leitura

Le Monde Diplomatique Brasil - 21 de maio de 2026



Em 2024, uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa DataSenado apontou que 72% dos usuários de redes sociais já viram notícias que desconfiam serem falsas e 81% dos entrevistados afirmaram acreditar que a disseminação de “fake news” pode impactar “muito” os resultados das eleições. A pesquisa também aponta que 78% das pessoas consideram “muito importante” o controle das notícias falsas nas redes sociais e 81% defendem que as empresas devem ser responsabilizadas pela disseminação de notícias falsas, além de adotar medidas como filtros, moderação e políticas de uso sobre conteúdos publicados nas plataformas digitais.


No entanto, apesar dessa percepção sobre a desinformação no ambiente digital, o Brasil tem avançado pouco no processo de regulamentação. Apresentado como um marco no combate à desinformação e responsabilização das plataformas, o Projeto de Lei 2630/2020, batizado de “PL das Fake News”, segue parado na Câmara dos Deputados. Em 2022, os parlamentares não alcançaram o número de votos necessários para aprovação da urgência em sua tramitação e, desde então, o projeto não avançou.


Enquanto isso, o crescente desenvolvimento das tecnologias de inteligência artificial eleva os riscos da desinformação. O NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), testou uma série de metodologias para identificar deepfakes durante a pré-campanha eleitoral de 2024, mas encontrou uma série de dificuldades na coleta de dados e reconhecimento de conteúdos sintéticos nas redes sociais e aplicativos de mensageria. O estudo mostrou que a autodeclaração do uso de IA e as técnicas de revisão algorítmica não são suficientes, ao passo que as big techs têm encerrado ferramentas de transparência.





Institucional
Contato
logo_atualizada_branca.png
assinatura.png
ufrj-horizontal-negativa-completa-telas.png

© NetLab UFRJ 2023.  Este trabalho pode ser copiado gratuitamente para fins de ensino e pesquisa não comerciais. Caso queira realizar quaisquer outros usos que infrinjam o direito autoral, contacte nossa coordenação por e-mail.

bottom of page