Influenciadores transformam misoginia em mercadoria lucrativa
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Le Monde Diplomatique Brasil - 2 de junho de 2026

Por Marie Santini e Luciane Belin, do NetLab UFRJ*
E-books disponíveis para download com preços que vão de R$ 17,90 a R$ 400. Cursos que partem de R$ 49 e chegam a R$ 2 mil. Uma hora de consultoria ou mentoria sobre relacionamentos com um reconhecido influenciador digital red pill por R$ 1 mil. Assinaturas de conteúdos exclusivos por R$ 12 a R$ 149. São produtos para todos os bolsos, e sua comercialização é apenas uma das maneiras empregadas por influenciadores digitais para lucrarem com a disseminação de lógicas que promovem controle, desprezo, aversão e ódio às mulheres.
Esses valores são parte dos resultados da pesquisa desenvolvida pelo NetLab UFRJ em parceria com o Ministério das Mulheres, que mapeou conteúdos misóginos no YouTube. O estudo identificou 137 canais sobre variados temas que, somados, alcançam 4 bilhões de visualizações e têm em comum a circulação de mensagens que inferiorizam, desumanizam ou atacam mulheres.


