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O médico é real? Os sinais para desconfiar dos ‘especialistas’ criados por inteligência artificial

10 de ago.
1 min de leitura

Estadão- 10 de agosto de 2026



Eles aparecem de jaleco, como médicos experientes. Ou assumem a identidade de avós chinesas, indígenas, monges budistas e outras figuras associadas a supostos conhecimentos ancestrais. Nos últimos meses, personagens criados por inteligência artificial (IA) ganharam espaço nas redes sociais divulgando tratamentos sem comprovação científica contra diabetes, hipertensão, obesidade e outras condições sérias de saúde.


Segundo Bruno Martins, pesquisador do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a própria perfeição excessiva pode ser um sinal de uso de IA. Nesse caso, pele, cabelos, roupas e até os objetos parecem excessivamente uniformes, como se tivessem passado por um filtro do Instagram.


“Os vídeos têm uma textura muito suave, quase como se fossem um desenho animado ou um jogo de videogame. É tudo muito liso, muito perfeito e sem nuances”, observa Martins.

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© NetLab UFRJ 2023.  Este trabalho pode ser copiado gratuitamente para fins de ensino e pesquisa não comerciais. Caso queira realizar quaisquer outros usos que infrinjam o direito autoral, contacte nossa coordenação por e-mail.

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