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O 'red pill' mora ao lado: como a misoginia online atrai jovens por meio do ressentimento

  • 14 de mar.
  • 1 min de leitura

Marie Claire - 14 de março de 2026



Quando se entregou à polícia, Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, um dos acusados de estupro coletivo contra uma adolescente no Rio de Janeiro, apareceu de cabeça erguida e usando uma camiseta com a frase "regret nothing", que na tradução do inglês significa "não se arrependa de nada".


Muitos associaram a escolha a um desejo de enviar uma mensagem aos integrantes da machosfera – ecossistema digital que surgiu inicialmente na deep e na dark web (a parte não indexada pelos mecanismos de busca), que prega submissão feminina e a reestruturação do poder masculino. Hoje, essas ideias se espalharam pelas redes sociais por meio de influenciadores e trends virais.


Entre os grupos mais proeminentes no cenário atual, os chamados “red pills” defendem a ideia de que os homens seriam vítimas de misandria, o que eles definem como ódio, desprezo e doutrinação por parte das mulheres, especialmente das feministas, segundo informações de um relatório realizado pelo Ministério das Mulheres e o NetLab-UFRJ. O termo em inglês que dá nome ao grupo significa "pílula vermelha" e faz referência ao universo do filme Matrix, em que ela é usada para revelar a verdade.


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