Of Politics and Playbooks: Silencing Disinformation Research(ers) in Times of Autocracy
Atualizado: 13 de ago.
Taylor & Francis

O fim forçado do Institute for Propaganda Analysis de Clyde Miller — encerrado em 1942 em meio a acusações de simpatia comunista e de lealdade insuficiente ao ideal americano — ressoa com as campanhas coordenadas para silenciar pesquisadores de desinformação hoje.
Este ensaio interroga essas campanhas, com foco particular no Brasil. Ele começa situando a pesquisa sobre desinformação dentro de uma matriz de democracia e autocracia, argumentando que, nas condições atuais, os pesquisadores de desinformação funcionam como uma extensão da sociedade civil posicionada contra o avanço autocrático.
Nesse contexto, o ensaio coloca uma questão central derivada da observação em aberto de Arundhati Roy sobre as semelhanças da política autoritária: as campanhas para silenciar pesquisadores de desinformação seguem um manual (playbook) ou se espalham por osmose, à medida que repertórios semelhantes convergem em contextos autoritários estruturalmente comparáveis? Ao rastrear essas dinâmicas nos Estados Unidos, nas Filipinas, na Tailândia e na Índia, o ensaio culmina em um relato detalhado de como o NetLab — um observatório de mídias sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro — vivenciou uma campanha para desacreditar e encerrar sua pesquisa sobre desinformação e regulação das mídias sociais.
Conclui-se que, em meio a um espaço cada vez mais restrito para a expressão crítica, a pesquisa sobre desinformação continua a expressar resistência democrática àqueles que desejam vê-la extinta, e deve ser protegida com base nisso.
Como citar: Fitzgerald, J., Santini, R. M., & Salles, D. (2026). Of Politics and Playbooks: Silencing Disinformation Research(ers) in Times of Autocracy. Journalism History, 52(3), 276–292. https://doi.org/10.1080/00947679.2026.2696257

