Educação é essencial para enfrentar violência contra meninas e mulheres
- 12 de mar.
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Atualizado: 18 de mar.
Folha de S. Paulo - 12 de março de 2026

"Regret nothing": não se arrependa de nada. A frase estampava a camiseta de um dos jovens acusados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ao se entregar para a polícia em Copacabana, no Rio de Janeiro, na última semana. Não parece ser apenas uma coincidência perversa — a expressão é considerada um mantra red pill difundido pelo anglo-americano Andrew Tate, um dos principais líderes do discurso masculinista na internet.
O NetLab, laboratório de estudos sobre a internet da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostrou que 90% dos canais misóginos mapeados no YouTube pelos pesquisadores em 2024 seguem disponíveis. Ao todo, essas páginas contam com mais de 23 milhões de inscritos, número quase 20% maior do que o detectado há dois anos. Ou seja: considerando apenas uma plataforma, são milhões de homens impactados diariamente por vídeos que promovem o desprezo ao feminino. As empresas de tecnologia obviamente têm responsabilidade nessa conjuntura, pois a monetização dessas narrativas gera lucro.

