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Professoras enfrentam machismo de alunos ‘red pills’ em sala de aula: ‘Roteiro de intimidação’

  • 19 de mai.
  • 1 min de leitura

Marie Claire - 19 de maio de 2026



“Esses alunos parecem seguir uma cartilha, agindo de forma programática, como se consumissem conteúdos que os incentivam a coibir e intimidar professores”, afirma.


É o caso de Lara*, 28, que leciona em uma escola de São Paulo há quase dez anos. Segundo ela, os episódios de machismo raramente aparecem de forma explícita, mas se manifestam em atitudes recorrentes de desrespeito direcionadas especificamente às docentes.


“A gente sofre com olhares, risadinhas, cinismo e ironia. Esses alunos ignoram o que falamos, enquanto com professores homens conseguem manter até uma relação de amizade”, afirma.


Segundo Lara, referências à cultura “red pill” aparecem com frequência no ambiente escolar, sobretudo em conteúdos consumidos pelos alunos no TikTok. Entre eles, destacam-se termos usados para classificar homens com base em status social e desempenho nas relações com as mulheres.


Os principais, segundo as definições apresentadas em um levantamento realizado pelo Ministério das Mulheres em parceria com o NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), são:


Alfa, associado ao homem conquistador e financeiramente bem-sucedido;

Sigma, ligado à indiferença em relação às mulheres e ao sucesso financeiro;

Beta, usado para definir homens vistos por esses grupos como fracos e submissos às companheiras.


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