'Remada' e estética viking na Copa do Mundo geram debate sobre passado da Noruega
- 3 de jul.
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Jornal O Globo - 03 de julho de 2026

Capacetes com chifres, perucas e barbas louras e a inescapável remada. Os “vikings” da Noruega tomaram conta da Copa do Mundo. Com uma coreografia que se espalhou pelo planeta, os noruegueses aproveitam uma das heranças dos escandinavos para reforçar um dos traços da identidade do país. Mas o que pode ser apenas uma forma de torcer também levantou debates sobre a exaltação da figura do “viking”, assumida pela própria seleção antes do Mundial.
— É uma visão de que a masculinidade está associada à força física, quase à brutalidade. É o que historicamente se entende como uma característica essencial da masculinidade, que é essa a questão da virilidade, exaltar a força, exaltar a raiva, do homem que vai para a guerra — analisa Luciane Belin, pesquisadora do NetLab da UFRJ.
— O próprio surgimento da "machosfera" e desses movimentos tentam resgatar essa essa questão de uma "masculinidade perdida". E se revoltam ou repudiam um movimento mais contemporâneo de pensar em novas masculinidades que não sejam atreladas a questão da força física, do desbravador, do líder — completou Luciane Belin.


