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TSE quer contratar inteligência cibernética e põe na lista empresa de Israel alvo da PF

  • 12 de jun.
  • 1 min de leitura

Estadão- 12 de junho de 2026



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prepara uma licitação para contratar uma empresa especializada em monitoramento de redes sociais e táticas de inteligência digital. O objetivo é prevenir e combater eventuais “ameaças cibernéticas, ameaças à integridade de dignatários, e divulgação de desinformação”.


A fundadora e diretora do laboratório de pesquisa NetLab (UFRJ), Marie Santini, aponta que o TSE, ao mesmo tempo em que busca uma solução paga para enfrentar o fenômeno da desinformação, se distancia da cooperação gratuita que adotou em eleições passadas com instituições públicas e do terceiro setor para monitorar a disseminação de notícias falsas nas redes.


“Chama atenção as empresas listadas (na licitação), que parecem muito mais de vigilância, coletando dados das redes e cruzando com outros dados, do que de (monitoramento de) desinformação. Quase 200 organizações da sociedade civil e da academia têm acordos de cooperação vigentes com o TSE Pro Bono (de graça) e essa colaboração está sendo completamente ignorada nesta eleição”, afirmou.






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